Polícia sueca aprova pedido para queimar Torá e Bíblia em frente à embaixada de Israel

O rabino Arie Zeev Raskin segura um Yad ou ponteiro judeu tradicional usado para ler a Torá, o livro mais sagrado do judaísmo, em uma sinagoga dentro do Centro Comunitário Judaico de Chipre, na cidade de Larnaca | Petros Karadjias/AP Photo

Diz-se que um homem de 30 anos é responsável pelo pedido

A polícia sueca aprovou nesta sexta-feira (14) um pedido para realizar uma reunião pública em frente à embaixada de Israel, onde será queimado o livro sagrado do judaísmo, a Torá, e uma Bíblia.

De acordo com a mídia sueca, a queima acontecerá no sábado em frente à embaixada em Estocolmo. Informações prévias indicam que um homem de 30 anos está envolvido no pedido.

Ele afirmou que este ato é uma resposta à queima do Alcorão que ocorreu em junho em frente à mesquita de Estocolmo. Segundo ele, trata-se de uma reunião simbólica em defesa da liberdade de expressão.

A queima do Alcorão gerou uma forte reação de indignação no mundo muçulmano, resultando em grandes protestos e até mesmo na invasão da embaixada sueca em Bagdá, capital do Iraque, entre outras coisas.

O embaixador de Israel na Suécia,
Ziv Nevo Kulman, disse que ficou chocado e horrorizado diante dos novos pedidos de queima de livros sagrados.

"Este é claramente um ato de ódio que precisa ser interrompido", escreveu ele em um tweet no início de julho.



O Presidente de Israel, Isaac Herzog, também emitiu um comunicado nesta sexta-feira condenando a queima dos livros.

"Condeno de forma inequívoca a permissão concedida na Suécia para a queima de livros sagrados. Como Presidente do Estado de Israel, já condenei a queima do Alcorão, que é sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou profundamente entristecido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu", declarou o presidente.

"Permitir a desfiguração de textos sagrados não é um exercício de liberdade de expressão, mas sim uma incitação flagrante e um ato de puro ódio. O mundo inteiro deve se unir para condenar de forma inequívoca essa ação repulsiva", afirmou o presidente.
 

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