Estudo aponta que a placa tectônica que sustenta o Everest está se rompendo

Vista noturna no caminho para o acampamento base do Everest | Nepal / Foto: Daniel Prudek / Shutterstock

Pesquisas recentes mostram que a placa tectônica indiana está se dividindo, alterando a estrutura do Monte Everest e da Cordilheira do Himalaia

A reconfiguração do Monte Everest e da Cordilheira do Himalaia, uma das maravilhas naturais mais imponentes do nosso planeta, ressalta a dinâmica geológica contínua da Terra.

Recentemente, pesquisas revelaram que a placa tectônica indiana, fundamental na elevação desta gigantesca montanha, está se dividindo em duas. Este fenômeno não apenas destaca a constante transformação da Terra, mas também abre novos caminhos para compreender o futuro do Everest e seu impacto nos países que abriga.

A formação da Cordilheira do Himalaia, iniciada há cerca de 50 milhões de anos devido ao choque entre a placa indiana e a placa Euroasiática, resultou na montanha mais alta da Terra, o Monte Everest, com seus imponentes 8.849 metros de altura.

Mapa das placas tectônicas | Imagem: reprodução
Mapa das placas tectônicas | Imagem: Reprodução


Esta cadeia montanhosa, estendendo-se por aproximadamente 2.500 km, atravessa cinco países: Nepal, Índia, Butão, China e Paquistão, moldando não apenas a geografia, mas também a cultura e o clima da região.

Um estudo recente, utilizando dados sísmicos do sul do Tibete, apresentou provas empíricas da fragmentação da placa indiana. Os pesquisadores, ao analisarem movimentos conhecidos como "ondas S" e "ondas P", descobriram que, ao contrário do que se pensava anteriormente, a placa não está simplesmente balançando sob a Eurásia nem é distorcida.

Na realidade, ela está, de fato, se dividindo, com uma parte mais densa afundando no manto terrestre, enquanto a superfície mais leve permanece abaixo da Eurásia. Este processo de delaminação horizontal sugere uma taxa de separação anual que, embora precise de mais estudos para estudos para ser quantificada exatamente, demonstra a constante mobilidade tectônica da região.

Além da divisão da placa, uma alternativa que tem sido explorada para explicar a dinâmica da região é o conceito de subposição. Esse processo implica que a placa indiana, ao invés de simplesmente afundar no manto, está se acomodando abaixo da placa Euroasiática de uma maneira que contribui para a contínua elevação do Himalaia. Isso estaria alinhado com a observação de que a cordilheira ainda está crescendo, com taxas que variam de 4 mm a 1 cm por ano, dependendo da localização específica.

As consequências desses fenômenos tectônicos vão além da geologia e têm implicações significativas para o clima global, a biodiversidade e potencialmente até para os padrões de precipitação e os recursos hídricos da região. Além disso, a atividade tectônica subjacente à separação da placa pode influenciar os riscos sísmicos, uma preocupação para os países ao longo do Himalaia.

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