Putin diz que ampliará relações com a ditadura norte-coreana: 'doa a quem doer'

Vladimir Putin e Kim Jong-un, durante encontro oficial na Rússia, em setembro de 2023 | Foto: EFE-EPA FILE/MIKHAIL METZEL/SPUTNIK/KREMLIN POOL MANDATORY

De acordo com 
Putin, após essas negociações, Pyongyang cumpriu tudo o que havia pactuado com Washington, que, por sua vez, foi no caminho contrário


A Rússia aprofundará suas relações com a Coreia do Norte, que o Ocidente acusa de apoiar a guerra na Ucrânia, sem se importar com repercussões alheias, disse nesta quarta-feira (5) o ditador russo, Vladimir Putin, em uma entrevista aos chefes das principais agências internacionais de notícias, entre elas a EFE.

"Quanto às nossas relações com a Coreia do Norte, é um país vizinho, vamos aprofundar nossas relações, doa a quem doer", afirmou.

O chefe do Kremlin disse que se pode ter qualquer opinião sobre "o que a Coreia do Norte foi e é", mas o país "mostrou repetidamente sua disposição de negociar, inclusive com os Estados Unidos".

"Acho que foi exatamente essa disposição de negociar que serviu de base para as reuniões entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un", acrescentou.

De acordo com Putin, após essas negociações, Pyongyang cumpriu tudo o que havia pactuado com Washington, que, por sua vez, foi no caminho contrário.

A Coreia do Norte aprofundou os laços com a Rússia nos últimos anos, o que culminou em uma série de visitas mútuas de delegações ministeriais após a cúpula entre os líderes de Moscou e Pyongyang, Vladimir Putin e Kim Jong-un, em setembro do ano passado.

A Coreia do Norte tem apoiado a Rússia na guerra na Ucrânia e, segundo fontes ocidentais, tem fornecido mísseis balísticos ao país vizinho em troca da assistência militar de Moscou em outras áreas, em um momento em que está concentrada no desenvolvimento de armas e elevou sua beligerância em relação a EUA e Coreia do Sul a um novo patamar.

*Com informações da Agência EFE

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