Conferência da ONU sobre solução de dois Estados é adiada após ataques de Israel ao Irã

O presidente francês Emmanuel Macron e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman deveriam copresidir a conferência da ONU em Nova York. (Getty Images)

O evento liderado pela ONU seria coorganizado pela França e Arábia Saudita

Os planos para uma conferência das Nações Unidas em Nova York, destinada a abrir caminho para uma solução de dois Estados entre Israel e Palestina, foram adiados.

De acordo com relatos, a conferência — que estava marcada para acontecer entre 17 e 20 de junho e seria coorganizada pela França e pela Arábia Saudita — foi adiada após os ataques noturnos de Israel ao Irã.

O grande ataque, envolvendo 200 caças, teve como alvo pelo menos 100 locais, incluindo instalações nucleares iranianas, altos líderes militares e cientistas.

Uma fonte disse ao Jerusalem Post que as delegações do Oriente Médio não poderão comparecer devido ao conflito em curso.

O presidente francês Emmanuel Macron e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman deveriam copresidir a conferência, que contou com o apoio conjunto dos governos do Reino Unido, França e Canadá.

"Reafirmamos o papel importante da Conferência de Alto Nível sobre a Solução de Dois Estados na ONU, em junho, na construção de um consenso internacional em torno desse objetivo", dizia o comunicado.

"Estamos comprometidos em reconhecer um Estado palestino como uma contribuição para alcançar a solução de dois Estados e estamos dispostos a trabalhar com outros para esse fim."

Segundo a Reuters, citando um documento diplomático vazado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, estaria desestimulando governos ao redor do mundo a participarem da conferência da ONU.

A démarche diplomática, enviada na terça-feira, alertou os países de que, caso participem de "ações anti-Israel" após a conferência, poderão ser vistos como contrários aos interesses da política externa dos EUA e enfrentar consequências diplomáticas por parte de Washington.

Macron, copatrocinador da conferência de três dias, já havia sugerido que a França poderia reconhecer um Estado palestino nos "territórios ocupados" por Israel durante o evento, declarando o reconhecimento da Palestina como "um dever moral e uma exigência política".

Entre os dias 13 e 14 de junho, em Paris, ocorre uma conferência para elaborar propostas políticas visando uma "resolução diplomática" do conflito em andamento, que deveriam ser apresentadas na reunião da ONU liderada por França e Arábia Saudita em Nova York.

O evento principal, organizado pelo Fórum da Paz de Paris no dia 13 de junho, tem como tema: "O Apelo de Paris pela Solução de Dois Estados, Paz e Segurança Regional."

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