ONU alerta contra ataque ao Irã; EUA dizem que 'todas as opções' seguem na mesa

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, em outubro (Foto: YOAN VALAT /EFE/EPA)

Trump deixou claro que não descarta o uso da força caso a repressão continue


A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quinta-feira (15), no Conselho de Segurança da ONU, contra a possibilidade de ataques militares ao Irã e pediu esforços para evitar uma escalada do conflito, após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o uso da força contra o regime iraniano.

Segundo a secretária-geral adjunta da ONU para a África, Martha Pobee, há "alarme" dentro das Nações Unidas diante de declarações públicas que sugerem uma ação militar contra o Irã. De acordo com ela, a dimensão externa "acrescenta volatilidade a uma situação que já é explosiva", em referência à repressão em curso às manifestações no país.

Conforme Pobee, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defende que todas as preocupações relacionadas ao Irã – incluindo o programa nuclear e os protestos antigovernamentais – sejam tratadas por meio da "diplomacia e do diálogo". Ela afirmou ainda que Guterres pede "máxima moderação" e que todas as partes se abstenham de ações que possam provocar mais mortes ou ampliar o conflito regional.

Durante a mesma sessão, a representante da ONU destacou a necessidade de que todas as mortes ocorridas durante os protestos no Irã sejam investigadas de forma "rápida, independente e transparente", acrescentando que os responsáveis por eventuais violações devem ser responsabilizados conforme as normas internacionais.

No debate, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que Washington mantém "todas as opções sobre a mesa" para, segundo ele, "parar o massacre" de manifestantes no Irã. De acordo com Waltz, Trump deixou claro que não descarta o uso da força caso a repressão continue.

Segundo organizações internacionais de direitos humanos, mais de 3 mil pessoas já morreram desde o início da repressão às manifestações antigovernamentais no Irã, que entraram na terceira semana e tiveram início em meio ao agravamento da crise econômica, mas passaram a incluir demandas pela queda do regime islâmico.

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