Trump ameaça 'varrer o Irã do mapa' caso regime islâmico ataque navios dos EUA

O Presidente dos EUA Donald Trump sai da Casa Branca em Washington, DC, EUA, 1º de maio de 2026 (crédito da foto: REUTERS/KEVIN LAMARQUE)

Trump ameaçou "varrer o Irã da face da Terra" se navios dos EUA forem atacados pelo regime islâmico no Ormuz durante operação militar


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (4) que o Irã seria "varrido da face da Terra" caso ataque navios americanos envolvidos no "Projeto Liberdade", operação militar lançada por Washington para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo alvo de bloqueio no Oriente Médio.

Trump disse em conversa com a emissora Fox News que, se forças iranianas tentarem atingir embarcações dos EUA que estão atuando na operação na região, "eles serão varridos da face da Terra".

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, destróieres com mísseis guiados da Marinha americana passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas e já operam no Golfo como parte da operação militar. A missão busca garantir a retomada da navegação de navios comerciais na região, prejudicada pelo bloqueio imposto pelo Irã desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

Trump disse à Fox News nesta segunda que o bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irã já começa a pressionar o regime. Segundo ele, essa pressão se reflete na postura iraniana "mais maleável" nas negociações em curso.

Trump também destacou o nível atual de preparo das forças americanas na região. "Nós temos mais armas e munição em um nível muito superior ao que tínhamos antes", afirmou. "Temos o melhor equipamento. Temos bases em todo o mundo, todas abastecidas. Podemos usar tudo isso, e usaremos, se for necessário", acrescentou.

Em publicação na Truth Social, o presidente americano afirmou que o Irã tem atacado embarcações de países não diretamente envolvidos na operação militar. Ele citou o caso de um cargueiro sul-coreano atingido na região e defendeu maior participação internacional na missão anunciada. "Talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão", escreveu.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã negou nesta segunda a passagem de qualquer navio comercial ou petroleiro pelo estreito nas últimas horas.

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