Trump, sobre o Irã: 'Estamos conseguindo o que queremos'

Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC - 27/5/2026 | Foto: Evan Vucci/Reuters

O Presidente norte-americano elogiou os avanços diplomáticos, mas avisou que os Estados Unidos estão prontos para resolver a situação pela via militar

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à emissora Fox News que as negociações para encerrar as hostilidades com o Irã estão muito perto de um desfecho positivo. O trecho da gravação foi distribuído pelos canais de comunicação da Casa Branca na rede social X. O líder republicano explicou que adota a paciência estratégica para fechar um grande acordo de paz e restabelecer o comércio internacional na região.

O chefe de Estado norte-americano detalhou as exigências impostas pelos diplomatas de Washington e garantiu que o regime islâmico aceitou os termos principais. Trump ressaltou que os negociadores do país persa são muito duros e que o processo avança sem pressa para garantir vantagens comerciais aos aliados. O presidente explicou que um acerto rápido impediria a assinatura de um documento verdadeiramente vantajoso.

"Estamos conseguindo o que queremos lentamente", disse o chefe da Casa Branca. "E se não conseguirmos o que queremos, vamos acabar com isso de uma forma diferente."

Casa Branca mantém ameaça de uso da força

O presidente norte-americano deixou claro que os EUA possuem capacidade total para resolver a crise pela força bruta caso os aiatolás recuem nas conversas. Trump minimizou o poder de resistência das tropas de Teerã e garantiu que o exército inimigo já foi essencialmente derrotado. O republicano comparou a atual situação no Oriente Médio com intervenções anteriores da Casa Branca na América Latina, citando a Venezuela como uma vitória de um dia.

O líder dos EUA pontuou que o uso da diplomacia foi motivado por uma visão puramente humanitária para evitar a perda de vidas de soldados e civis de ambos os lados. Uma das principais vantagens práticas do documento será a liberação das rotas navais internacionais no Estreito de Ormuz. A desobstrução desse canal de navegação deve provocar uma queda imediata no preço dos combustíveis no mercado doméstico dos Estados Unidos.

"Eu preferiria conseguir um acordo porque podemos abrir o estreito imediatamente depois da assinatura”, falou Trump. “A única garantia que eu tenho é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso e foi muito interessante."

Pentágono confirma estoques de armas abastecidos

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, validou a postura de Trump durante uma cúpula internacional de segurança na Ásia. O chefe do Pentágono avisou que os arsenais norte-americanos estão completamente abastecidos ao redor do mundo para reiniciar os bombardeios aéreos a qualquer minuto se houver descumprimento do pacto. Hegseth garantiu que as Forças Armadas do país operam em posição de total vantagem contra o Irã.

O gabinete de crise da Casa Branca manteve reuniões para calibrar a proposta final de paz enviada aos iranianos. O governo norte-americano trabalha com a certeza de que as sanções financeiras e a pressão militar asfixiaram a capacidade financeira de Teerã. Os Estados Unidos aguardam a assinatura do acordo pelos diplomatas islâmicos para suspender o monitoramento de guerra e autorizar a abertura definitiva das fronteiras marítimas.

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