Os EUA lançaram uma nova onda de ataques no Irã em resposta às agressões contra três embarcações comerciais em Ormuz
Os EUA lançaram nesta terça-feira (7) uma nova onda de ataques no Irã em resposta às agressões do país persa contra três embarcações comerciais que transitavam pelo estreito de Ormuz, segundo informaram as forças do Comando Central dos EUA (Centcom).
Mais cedo, Washington havia informado sobre a revogação de uma autorização para certas transações relacionadas à venda de petróleo iraniano devido aos ataques a embarcações nas últimas 24 horas.
"As ações do Irã foram injustificadas, perigosas e uma clara violação do cessar-fogo", afirmou o Centcom no X em postagem na qual acusou Teerã de atacar navios comerciais tripulados por civis inocentes em uma via marítima internacional.
Os EUA detalharam que as operações procuram "impor custos elevados" ao Irã devido aos ataques contra a navegação comercial e enquadraram suas ações como uma resposta a qualquer ato que considerem uma violação do acordo assinado em junho.
Os novos ataques aconteceram em um momento de crescente tensão entre EUA e Irã, apesar do cessar-fogo, com o estreito de Ormuz transformado em um foco de disputa devido à sua importância para o transporte mundial de petróleo e gás.
Segundo as autoridades americanas, o Irã atacou nas últimas horas três embarcações comerciais que transitavam pelo estreito de Ormuz, entre elas um navio de bandeira do Catar e um petroleiro da Arábia Saudita, em incidentes que provocaram danos materiais, mas não deixaram vítimas entre as tripulações.
Catar e Arábia Saudita responsabilizaram o Irã pelos ataques e denunciaram que as ações colocam em risco a segurança da navegação internacional e o abastecimento de energia.
A escalada levou os EUA a retirar o alívio temporário concedido ao Irã como parte do marco de entendimento alcançado em junho, que havia permitido determinadas operações relacionadas ao petróleo iraniano.
O Departamento do Tesouro americano revogou a Licença Geral X, emitida em 21 de junho, e a substituiu pela X1, eliminando a autorização prévia para essas atividades e estabelecendo o processo de encerramento ordenado das operações que já haviam sido permitidas.

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