'Irã mirou e tentou matar um dos meus filhos', diz Netanyahu

O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu vota em Jerusalém nas primárias do Likud, em 17 de agosto de 2026, enquanto os membros do partido ajudam a definir a lista de candidatos do Likud para o Knesset antes das eleições gerais de Israel, marcadas para 27 de outubro. (Chaim Goldberg/Flash90)

Premiê não informou qual dos filhos teria sido alvo e nem quando o suposto plano teria ocorrido

O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 24, que o Irã teria planejado assassinar um de seus filhos, de modo a reacender o debate internacional sobre ameaças contra familiares de chefes de Estado. O premiê não informou qual dos filhos teria sido alvo, quando o suposto plano teria ocorrido e nem se a tentativa chegou a ser efetivamente executada.

A fala de Netanyahu ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã desde fevereiro, período marcado pela morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros integrantes da alta cúpula do país persa.

O Primeiro-Ministro israelense deu a declaração em entrevista por telefone ao Canal 14, emissora conhecida por postura favorável ao governo, ao ser questionado sobre a recusa de uma agência de segurança israelense em proteger um rival político durante o período eleitoral.

Declarações de Netanyahu e repercussão

A bandeira de Israel | Foto: Reprodução/X/@israel
A bandeira de Israel | Foto: Reprodução/X/@israel


Netanyahu afirmou que o Irã mirou em um de seus filhos e tentou matá-lo. "Quanto aos
meus filhos… Aqui, acho que há algo inacreditável, sim", contou. "O Irã mirou em um dos meus filhos. O Irã tentou matar, assassinar um dos meus filhos. Portanto, essa proteção de segurança não é um luxo."

Não ficou esclarecido a qual filho Netanyahu se referiu, embora seu primogênito, Yair Netanyahu, resida em Miami. A missão diplomática do Irã nas Nações Unidas, em Nova York, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário sobre a acusação feita pelo governo de Israel.

Netanyahu também afirmou ter comunicado ao diretor da agência de segurança Shin Bet, David Zini, que a proteção adequada deveria ser estendida a qualquer candidato ao cargo de primeiro-ministro. A imprensa israelense já havia noticiado que Zini teria recusado conceder segurança ao político Gadi Eisenkot e comunicado à autoridade eleitoral que não existia plano para prejudicá-lo.

O partido de Eisenkot lidera as intenções de voto para as eleições de 27 de outubro, embora a formação dos governos israelenses costume depender de coalizões multipartidárias.

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