Putin: Rússia e China reagem tranquilamente à criação de blocos militares dos EUA com outros países

Sputnik/Sergei Savostyanov

Nesta quarta-feira (8), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia e a China reagem tranquilamente à criação de blocos militares dos EUA com outros países, contudo estão fortalecendo sua segurança de acordo com as ameaças

O presidente russo recordou mais uma vez que "os países da OTAN estão tentando expandir sua zona de influência e que a Rússia está reagindo a isso com calma e cautela".

"Vemos tentativas de alguns países de expandir sua zona de influência. Curiosamente, a OTAN, violando, na minha opinião, suas próprias doutrinas, está tentando ir além de suas fronteiras, das fronteiras geográficas de sua ação", destacou Putin.


Putin observou ainda que os EUA estão cada vez mais "tentando envolver todos os países da aliança na criação de uma situação tensa na região Ásia-Pacífico" e tentando criar as mais diversas alianças político-militares na região, com base em primeiro lugar nos seus próprios interesses egoístas.

"Vemos tudo isso e, com nossos aliados, incluindo principalmente a China, reagimos a isso com tranquilidade e equilíbrio, fortalecemos nossas capacidades de defesa, inclusive através de exercícios navais e aéreos conjuntos, realizamos isso regularmente, o nível da nossa interação é cada vez maior", afirmou.


Em reunião com o vice-presidente da Comissão Militar Central da China, Zhang Youxia, Putin pediu para agradecer ao presidente chinês Xi Jinping pela recepção pessoal e observou que os dois países desenvolveram relações estratégicas.

"Gostaria de pedir que transmitisse ao presidente da China os meus sinceros votos e gratidão pela recepção calorosa. Desenvolvemos realmente boas e muito amigáveis relações, ao mesmo tempo pessoais e de trabalho."


Putin também observou que isso significa uma oportunidade para manter a natureza estratégica dos laços entre os dois países.

"É claro que nossa cooperação, nossos contatos na esfera militar e técnico-militar estão se tornando cada vez mais importantes. No que se refere à técnico-militar, em primeiro lugar está nosso trabalho nas esferas de alta tecnologia, por exemplo, o espaço, incluindo as constelações em órbita alta, ou seja, armas modernas, armas promissoras que certamente garantirão [...] a segurança tanto da Rússia quanto da República Popular da China", declarou.


Para Putin, a interação entre a Rússia e a China é um fator decisivo para a estabilização da situação internacional.

"A Rússia e a China não estão criando alianças militares como na Guerra Fria. A nossa interação é construtiva e importante para a estabilização da situação internacional", concluiu.

Publicado originalmente em Sputnik Brasil

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