Arma da mulher responsável por tiroteio em igreja dos EUA tinha um adesivo com o nome 'Palestina'

Igreja Lakewood Church, em Houston, Texas | Foto: Google Street View

Moreno foi morta por dois policiais que estavam de folga no momento do ataque

A arma utilizada por uma mulher identificada como
Genessee Ivonne Moreno, de 36 anos, para realizar diversos disparos dentro da Lakewood Church, uma igreja localizada no Texas, no domingo (11), tinha um adesivo com o nome "Palestina" colado nela, afirmaram as autoridades responsáveis pelo caso na segunda-feira (12).

Moreno, que estava acompanhada de um menino que foi identificado como seu filho, estava portando um fuzil AR-15 quando entrou na igreja durante um culto que estava sendo realizado para as pessoas que falam em espanhol. No local, informações das autoridades locais apontam que ela realizou 12 disparos, um fiel ficou ferido e o menino que estava com Moreno acabou sendo baleado na cabeça e está internado em estado crítico.

Informações do site
National Review apontam que Moreno também portava uma segunda arma, um rifle calibre .22. O fuzil AR-15 utilizado por Moreno para atacar a igreja foi comprado legalmente, segundo informou a polícia.

Moreno
foi morta por dois policiais que estavam de folga no momento do ataque. As autoridades do Texas disseram que a ação dos policiais foi fundamental para impedir um massacre ainda maior. A investigação sobre a motivação da autora dos disparos ainda está em curso.

Conforme informou o National Review, a juíza do condado de Harris, no Texas, Lina Hidalgo, pediu que a investigação em andamento passe a considerar a possibilidade de ter ocorrido um crime de ódio no local, dada a escolha do alvo e a inscrição encontrado no adesivo da arma.

O ataque na igreja americana ocorre em meio a um aumento significativo de ações antissemitas nos EUA. O número de casos envolvendo o ódio contra os judeus cresceu de forma preocupante no solo americano desde os ataques terroristas do Hamas contra Israel em outubro do ano passado. Ainda em outubro, o diretor do FBI, Christopher Wray, disse que as ameaças antissemitas haviam alcançado "níveis históricos" no país.

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