Constrangimento: aliados na OTAN refutam proposta de Macron de enviar tropas para a Ucrânia

Declaração do presidente francês de que "não pode ser descartada" a possibilidade da OTAN enviar tropas para ajudar a Ucrânia na guerra contra a Rússia gerou onda de negativas entre aliados | Foto: EFE/EPA/YOAN VALAT

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou que os membros da aliança "estão fornecendo um apoio sem precedentes à Ucrânia"


A declaração do presidente da França, Emmanuel Macron, de que "não pode ser descartada" a possibilidade da OTAN enviar tropas para ajudar a Ucrânia na guerra contra a Rússia foi recebida com negativas da cúpula da aliança militar do Ocidente e de outros membros do grupo nesta terça-feira (27).

Além dos governos da Alemanha, Hungria, Polônia e República Tcheca, os Estados Unidos refutaram a hipótese. Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, disse à Agência EFE que o presidente Joe Biden "deixou bem claro que os Estados Unidos não enviarão tropas para lutar na Ucrânia".

"Acreditamos que o caminho da Ucrânia para a vitória é que a Câmara dos Representantes aprove o pacote adicional de segurança nacional para que as tropas ucranianas tenham as armas e munições que precisam para se defender e continuar lutando bravamente por sua liberdade e independência", acrescentou a porta-voz.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou que os membros da aliança "estão fornecendo um apoio sem precedentes à Ucrânia", mas negou o envio de tropas – que, segundo a Rússia, conduziria inevitavelmente a um confronto.

"Temos feito isto desde 2014 [apoiado a Ucrânia, que teve a península da Crimeia anexada pelos russos e viu separatistas ligados ao Kremlin iniciarem uma guerra no leste ucraniano no ano mencionado] e intensificamos após a invasão em grande escala [em 2022]. Mas não há planos para estacionar tropas da OTAN em território ucraniano", afirmou.

O Reino Unido também rejeitou a ideia de Macron. "Além do pequeno contingente no país [Ucrânia] que apoia as forças armadas, não temos planos para fazer destacamentos em grande escala", informou o gabinete do premiê Rishi Sunak.

Postar um comentário

0 Comentários