França, Alemanha e Polônia querem derrota da Rússia, mas prometem "não escalar" guerra

Reprodução | ANNEGRET HILSE

Dias antes, Emmanuel Macron, presidente francês, admitiu enviar tropas europeias e da OTAN para a Ucrânia. Esta sexta-feira, ao lado do chanceler alemão e do primeiro-ministro polaco garante "nunca tomar a iniciativa de qualquer escalada" da guerra

França, Alemanha e Polônia garantiram nesta sexta-feira (15) que não vão tomar a iniciativa de fazer escalar a guerra lançada pela Rússia na Ucrânia, poucos dias depois de Emmanuel Macron admitir enviar tropas europeias e da OTAN para território ucraniano.

França, Alemanha e Polônia estão "unidas, determinadas" e "resolvidas a nunca deixar a Rússia vencer", afirmou o presidente francês em Berlim, ao lado do chanceler alemão, Olaf Scholz, e do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.

"Continuaremos a fazer como fizemos desde o primeiro dia, sem nunca tomar a iniciativa de qualquer escalada", acrescentou Macron, após semanas de tensões, nomeadamente com a Alemanha, sobre a estratégia de apoio à Ucrânia.

"Continuaremos a apoiar a Ucrânia e o seu povo enquanto for necessário", garantiu à imprensa após uma cúpula a três, em Berlim, para coordenar a ajuda à Ucrânia.

Antes do encontro a três, Macron e Scholz mantiveram uma reunião de cerca de duas horas, já que a questão da possível utilização da OTAN na Ucrânia causou tensões sobretudo entre estes dois países.

Scholz disse acreditar que a reunião a três é especialmente apropriada neste momento, em que a Ucrânia está sofrendo de escassez de munições e na defensiva ao longo de toda a frente, mas continua à espera que um pacote de ajuda de 60 mil milhões de dólares (cerca de 55 mil milhões de euros) seja desbloqueado pela Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano.

Envio de tropas e armas

Macron afirmou em fevereiro que a possibilidade de envio de tropas ocidentais para a Ucrânia não podia ser excluída, um comentário que suscitou o protesto de outros líderes e levou Moscou a avisar que isso levaria a um conflito direto entre a OTAN e a Rússia e poderia desencadear uma guerra nuclear global.

A reunião tripartida serviu também para anunciar ter sido estabelecido um acordo entre os aliados da Ucrânia relativamente a artilharia de longo alcance, armas exigidas por Kiev para se defender do agressor russo.

Os três países decidiram "adquirir imediatamente" mais armas para a Ucrânia no mercado mundial, além de criar uma nova coligação para doar foguetes de longo alcance.

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