Irã acusa EUA de terem dado 'sinal verde' ao ataque atribuído a Israel contra consulado na Síria

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian (à esquerda), e o Ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad (à direita), durante entrevista coletiva nesta segunda-feira | Foto: EFE/EPA/YOUSSEF BADAWI

"Os Estados Unidos também são responsáveis por este ataque e devem assumir a responsabilidade", acrescentou Abdollahian


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian, acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de terem dado "sinal verde" ao bombardeio atribuído a Israel que matou 13 pessoas no consulado iraniano em Damasco, capital da Síria, no último dia 1º.

"O fato de os Estados Unidos e dois países europeus não terem condenado a agressão israelense contra o consulado iraniano indica que Washington deu sinal verde a Israel para cometer este crime", disse o chanceler do regime iraniano durante uma coletiva de imprensa ao lado de seu homólogo sírio, Faisal al Miqdad.

Na segunda-feira passada (1º), um bombardeio que foi atribuído pelo regime islâmico a Israel contra o consulado iraniano na capital síria matou seis sírios e sete membros da Guarda Revolucionária do Irã, incluindo o líder da Força Quds na Síria e no Líbano, o general de brigada Mohamed Reza Zahedi.

"Os Estados Unidos também são responsáveis por este ataque e devem assumir a responsabilidade", acrescentou Abdollahian, garantindo que a ação foi realizada com "caças e mísseis americanos".

Por sua vez, Al Miqdad reiterou durante a coletiva de imprensa que bombardear um consulado é uma violação das leis internacionais, bem como "dos valores em que se baseia a humanidade".

"A entidade sionista fascista fundamentada na malícia e no ódio não se contenta com os crimes que comete diariamente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, de modo que continuam as suas ações nos territórios sírio e libanês", denunciou o ministro sírio.

No âmbito da sua visita, o chefe da diplomacia iraniana reuniu-se com o ditador sírio, Bashar al Assad, com quem analisou "formas de aumentar o apoio internacional à população palestina", aproveitando a "mudança de posição" de vários países em relação à guerra em Gaza, segundo a agência de notícias oficial síria SANA.

Durante a reunião, Al Assad considerou que a "brutalidade sem precedentes" com que Israel bombardeia a população civil em Gaza é "prova do seu fracasso em atingir os seus objetivos militares", em declarações divulgadas pelo regime do país árabe. 

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