Israel adverte Irã sobre retaliações e espera ataque nesta sexta-feira

O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu fez uma advertência ao Irã sobre possíveis retaliações devido ao ataque ao consulado iraniano na Síria: "Quem nos ferir, nós o feriremos" | Foto: EFE/EPA/RONEN ZVULUN

Autoridades israelenses acreditam que uma resposta iraniana poderá ocorrer já nesta sexta-feira (5)


O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez nesta quinta-feira (4) uma advertência ao Irã contra possíveis retaliações ao país devido ao ataque atribuído às forças israelenses contra o consulado iraniano em Damasco, na Síria.

"Quem nos ferir, nós o feriremos. Saberemos como nos defender e agiremos de acordo", afirmou Netanyahu no início de uma reunião do gabinete de guerra de Israel que abordou esse e outros temas.

"Durante anos, o Irã tem vindo contra nós diretamente e por meio de seus emissários. Portanto, Israel foi contra o Irã e seus emissários, defensiva e ofensivamente", acrescentou Netanyahu.

A imprensa israelense informou que Israel está fechando embaixadas em todo o mundo por medo de represálias iranianas. De acordo com o jornal Maariv, foi solicitado a alguns funcionários que não fossem trabalhar nos próximos dias.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) suspenderam as férias para todas as tropas após uma nova avaliação de segurança, mesmo argumento que usou ontem para aumentar o número de efetivos e reservistas servindo na Força Aérea, que está em "alerta máximo" para a possibilidade de ataques com mísseis ou drones pelo Irã ou por um dos grupos satélites pró-iranianos na região, como o Hezbollah no Líbano.

Nesta quinta-feira, a BBC informou que autoridades israelenses acreditam que uma resposta iraniana poderá ocorrer já nesta sexta-feira (5), o Dia Quds ou Dia de Jerusalém, a última sexta-feira do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

Segundo a emissora britânica, o sinal de GPS está sendo bloqueado em várias regiões de Israel para interromper o trajeto de mísseis e drones, diante das tensões com o Irã.

No ataque de segunda-feira (1º) ao consulado iraniano em Damasco, morreram 13 pessoas: sete membros da Guarda Revolucionária do Irã, entre eles, o brigadeiro-general Mohamed Reza al Zahedi e seu assistente, general Mohammad Haji Rahimi, e seis cidadãos sírios.

Uma autoridade israelense disse ao site Axios que a inteligência do país vinha monitorando Zahedi já há bastante tempo porque ele seria encarregado de armar o Hezbollah e outros grupos pró-Teerã no Líbano e na Síria para que realizassem ataques contra Israel. Segundo essa fonte, uma "janela operacional" para matá-lo só foi aberta nos últimos dias.

Na quarta-feira (3), o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que Israel será "esbofeteado" pelo ataque. "O regime maligno será punido por nossos valentes homens. Faremos com que eles se arrependam deste crime e de outros semelhantes, com a ajuda de Deus", declarou. 

Postar um comentário

0 Comentários