Trump anuncia morte de mais três reféns em Gaza e diz que restam apenas 21 vivos

O Presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: EFE/EPA/AL DRAGO/POOL)

Enquanto isso, o governo israelense intensifica as ações militares contra o Hamas


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que mais três reféns israelenses morreram em Gaza, reduzindo para 21 o número de sequestrados ainda com vida em poder do grupo terrorista Hamas. A declaração representa uma atualização em relação aos dados divulgados por autoridades israelenses, que estimavam até 24 reféns vivos no enclave palestino.

"Até hoje, são 21. Três morreram. Esta é uma situação terrível. Estamos tentando tirar os reféns de lá. Já conseguimos libertar muitos", disse Trump, reforçando o compromisso de sua gestão com o resgate dos sequestrados mantidos pelo grupo terrorista palestino.

A fala de Trump ocorre em meio a um crescente clima de incerteza sobre o destino dos reféns que ainda estão na Faixa de Gaza. Segundo a emissora CNN, autoridades israelenses expressaram recentemente "grave preocupação" justamente com três dos sequestrados — expressão usada anteriormente para indicar casos em que, mais tarde, os reféns foram confirmados como mortos. Na semana passada, o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu havia informado que "até 24" estavam vivos. A primeira-dama, Sara Netanyahu, acrescentou: "Menos".

Atualmente, 59 reféns seguem em poder do Hamas, sequestrados durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do grupo invadiram o sul de Israel, mataram aproximadamente 1,2 mil pessoas e levaram civis e soldados como prisioneiros para Gaza.

Enquanto isso, o governo israelense intensifica as ações militares contra o Hamas. Nesta terça-feira, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que "em menos de seis meses não haverá Hamas em Gaza, ponto final". Ele falou durante uma conferência no assentamento israelense de Ofra, na Cisjordânia, onde apresentou sua visão sobre a vitória de Israel contra o grupo terrorista Hamas.

"Quando Gaza for completamente destruída, seus cidadãos se concentrarão ao sul do corredor de Morag e começarão a sair em grandes grupos para outros países", disse Smotrich, conforme reportado pela imprensa local.

As declarações ocorrem após o gabinete de segurança de Israel aprovar um novo plano militar que prevê a ocupação contínua de áreas estratégicas da Faixa de Gaza. Segundo uma fonte oficial israelense, a estratégia substitui o modelo de incursões pontuais e passará a priorizar a "ocupação e permanência" no território palestino.

"Finalmente vamos ocupar a Faixa de Gaza", afirmou Smotrich, expressando apoio à nova diretriz do governo liderado por Netanyahu.

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