O próprio líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pretendia comparecer pessoalmente à Assembleia Geral
O governo americano, através do secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (29) que revogarão vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina (AP) antes da próxima Assembleia Geral da ONU, que ocorrerá no final de setembro.
No comunicado, Rubio diz atuar "de acordo com a lei americana" e que "é de interesse nacional [dos EUA] pedir contas à OLP e à ANP por não cumprir seus compromissos e minar os esforços de paz".
O próprio líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pretendia comparecer pessoalmente à Assembleia Geral e discursar em nome de seu país, de acordo com o embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour.
Perguntado sobre as consequências exatas da medida americana, Mansour afirmou: "Vamos ver exatamente o que isso significa e como isso se aplica à nossa delegação".
De acordo com informações da Agência EFE, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA detalhou que a missão diplomática permanente chefiada por Mansour "terá uma isenção [da medida] devido ao acordo com a sede da ONU", mas não comentou o caso do líder Abbas.
Este movimento dos EUA sobre os vistos palestinos ocorre em um momento em que países como França, Reino Unido, Austrália e Canadá se disseram dispostos a reconhecer o Estado palestino.
Israel agradece aos EUA
O ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, agradeceu, ainda nesta sexta-feira, às autoridades dos Estados Unidos pela decisão de negar e revogar os vistos de diplomatas palestinos.
"Obrigado secretário Rubio por exigir responsabilidades da ‘OLP' (Organização para a Libertação da Palestina) e da ANP (Autoridade Nacional Palestina) por recompensar o terrorismo, incitar e tentar usar a guerra legal contra Israel", disse Saar em uma mensagem na rede social X.
O ministro também agradeceu ao Presidente dos EUA, Donald Trump, pelo apoio contínuo ao país.
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