Israel critica influência de Steve Witkoff na política dos EUA sobre Gaza e Irã

Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Prime Minister's Media Adviser)

"Se ficar claro que ele está entre aqueles que estão bloqueando um ataque contra o Irã, isso é muito mais do que uma coincidência"

Steve Witkoff parece estar sob suspeita do governo de Israel, segundo o canal i24News. Segundo fontes citadas de forma anônima, as autoridades israelenses consideram que Witkoff tem sido um personagem fundamental em decisões consideradas opostas aos interesses de Jerusalém.

"Há vários meses, a sensação é de que o enviado Steve Witkoff tem fortes laços, por razões próprias, com todo o Oriente Médio. Por vezes, o interesse israelense não prevalece verdadeiramente em suas decisões", disseram essas fontes.

Ainda de acordo com essas fontes, as observações sobre a postura do enviado norte-americano se referem tanto à decisão de adiar o ataque ao Irã – apesar de que essa decisão também parece ter sido apoiada por Israel – quanto à inclusão de Turquia e Catar para supervisionar o processo de reconstrução da Faixa de Gaza.

Israel tampouco estaria interessado num confronto neste momento, em função da sobrecarga ao seu sistema de defesa antimísseis durante a guerra de 12 dias contra o Irã, em junho de 2025.

Segundo o Washington Post, Witkoff teria sido o membro do alto escalão do governo norte-americano que informou o Presidente Donald Trump de que o Irã havia cancelado as execuções de 800 pessoas. Ele teria recebido uma mensagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi.

Esta informação é particularmente importante porque ela teria motivado a decisão de Trump de cancelar a ação militar norte-americana contra o regime iraniano.

O chamado Conselho da Paz também terá como missão criar e colocar em prática a Força Internacional de Estabilização (ISF, em inglês), um exército que deverá substituir a própria presença do Exército de Israel no território.

Além do Conselho da Paz, haverá também um Conselho Executivo de Gaza, que, segundo comunicado da Casa Branca, "ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de excelência que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade para o povo de Gaza".

Witkoff, Jared Kushner e Tony Blair também farão parte do Conselho, juntamente com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, o diplomata do Catar, Ali Al-Thawadi, e outros nomes.

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