Manifestações ocorreram na capital cubana durante corte elétrico prolongado
Moradores de Havana, em Cuba, foram às ruas na noite desta quarta-feira, 13, durante um dos piores apagões já registrados na ilha. Os recentes cortes de energia afetaram diferentes bairros da capital.
Segundo a agência de notícias Reuters, grupos de manifestantes ocuparam ruas de regiões periféricas da cidade. Eles bloquearam vias com objetos em chamas e gritaram pelo restabelecimento da eletricidade. Entre os principais pedidos estavam o fim dos apagões e a normalização do fornecimento de energia.
Protests broke out across the Cuban capital of Havana as the city confronted its worst rolling blackouts in decades amid a U.S. blockade that has starved the island of fuel https://t.co/EDhaEqxJFR pic.twitter.com/R6301DXmNi
— Reuters (@Reuters) May 14, 2026
Cubanos vão às ruas durante apagões em Havana
Os protestos ocorreram enquanto diversas áreas de Havana enfrentavam longos períodos sem luz. Segundo relatos, alguns bairros ficaram até 40 horas consecutivas no escuro. Em alguns pontos, moradores também utilizaram panelas e outros objetos para chamar a atenção para a situação.
Segundo a Reuters, os manifestantes se dispersaram em partes da capital assim que as autoridades restabeleceram a energia.
Crise energética se aprofunda
O sistema energético de Cuba é composto de uma matriz elétrica em que cerca de 80% dependem de 16 unidades termoelétricas antigas e de motores a diesel e óleo combustível, muitos dos quais estão fora de serviço.
A situação se agravou nos últimos meses, depois de um bloqueio dos EUA ao envio de petróleo à ilha por aliados políticos. Nem o México nem a Venezuela, que atuavam como os principais fornecedores de Cuba, enviaram combustível para a ilha desde a ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçava impor tarifas ao país.
Os apagões frequentes afetam serviços essenciais, como saúde, transporte e conservação de alimentos.
A situação se agravou nos últimos meses, depois de um bloqueio dos EUA ao envio de petróleo à ilha por aliados políticos. Nem o México nem a Venezuela, que atuavam como os principais fornecedores de Cuba, enviaram combustível para a ilha desde a ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçava impor tarifas ao país.
Os apagões frequentes afetam serviços essenciais, como saúde, transporte e conservação de alimentos.

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