Presidente de Israel condena veementemente violência dos colonos

Presidente de Israel, Isaac Herzog | Amos Ben-Gershom/GPO

Herzog também pediu aos serviços de segurança que lutem contra a violência e o crime na sociedade árabe


Nesta segunda-feira (26), o Presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou veementemente os recentes ataques perpetrados por colonos judeus contra vilas palestinas na Cisjordânia (Judeia e Samaria).

Durante a cerimônia de homenagem da agência de segurança interna Shin Bet, o presidente fez comentários sobre os desafios enfrentados pela agência.

"O primeiro desafio é combater o terrorismo interno, com destaque para a violência e o crime na sociedade árabe. Essa é verdadeiramente uma enfermidade maligna. Essas são organizações criminosas que se comportam como organizações terroristas em todos os aspectos.
O Estado não representa nada para eles, e eles operam à margem dele, especialmente nas esferas governamentais locais", declarou Herzog, referindo-se aos mais de 100 árabes israelenses mortos desde o início deste ano.

O presidente também abordou o recente ataque terrorista que resultou na perda de quatro vidas israelenses nas proximidades do assentamento de Eli, na Judeia e Samaria. Em resposta a esse assassinato, colonos judeus de extrema-direita perpetraram ataques contra vilas palestinas, causando danos a casas e veículos, além de ferir moradores locais.

"Para nossa surpresa, testemunhamos cidadãos israelenses que encontraram, nesses eventos difíceis e dolorosos, uma justificativa distorcida para tumultos violentos, cruéis e indiscriminados contra inocentes residentes palestinos. Condeno veementemente essa violência. Essas ações são ilegais e imorais. Estão completamente equivocadas, minando nossos alicerces e minando o terreno sob nossos pés", afirmou Herzog.

Ele acrescentou que Israel está "em um momento crítico que requer responsabilidade de todos". O presidente também instou todas as partes a tratarem os serviços de segurança de Israel, que protegem os cidadãos do país, "com respeito e justiça".
 

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