Ataques atingiram navio perto do Catar e levaram Emirados Árabes e Kuwait a reforçar alertas de segurança
O cessar-fogo entre Irã e Israel voltou a sofrer pressão neste domingo, 10, depois de novos ataques com drones atribuídos a Teerã no Golfo Pérsico. Um dos equipamentos atingiu um navio comercial próximo à costa do Catar e provocou um incêndio de pequenas proporções.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter derrubado dois drones iranianos. O Kuwait também relatou invasão de drones hostis em seu espaço aéreo durante a manhã de domingo.
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| Drones elevam tensão no cessar-fogo entre Irã e Israel |
O Ministério da Defesa do Catar informou que o drone atingiu uma embarcação comercial que seguia de Abu Dhabi para um porto no sul do país. Segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, o ataque ocorreu a cerca de 43 quilômetros de Doha.
Irã mantém pressão sobre rota estratégica do petróleo
Os ataques aumentaram a tensão em torno da trégua mediada pelos Estados Unidos. O governo do Presidente Donald Trump afirma que o cessar-fogo permanece em vigor, apesar das ações iranianas na região.
Desde os ataques conjuntos realizados por EUA e Israel em 28 de fevereiro, o regime iraniano restringe parte do tráfego no Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico para o transporte global de petróleo. A movimentação provocou alta nos preços internacionais dos combustíveis e ampliou a instabilidade nos mercados.
Outro ponto de tensão envolve o programa nuclear iraniano. A Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o Irã possui mais de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, patamar próximo ao necessário para produção de armas nucleares.
O diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi, declarou que a maior parte do material permanece no complexo nuclear de Isfahan, alvo de bombardeios americanos e israelenses durante a guerra do ano passado.
Em entrevista à imprensa estatal iraniana, o general Akrami Nia afirmou que as Forças Armadas permanecem em "prontidão total" para proteger instalações nucleares e impedir operações de infiltração.
A Guarda Revolucionária iraniana também ameaçou responder com "ataques pesados" caso forças americanas voltem a atingir petroleiros iranianos ou embarcações comerciais na região.


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